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Raízes Bíblicas da devoção ao Coração de Jesus

 

A palavra coração aparece oitocentos e cinquenta vezes no Antigo Testamento e cento e cinquenta e nove no Novo Testamento, noventa e uma das quais nos Escritos de São Paulo.

 

Muitas vezes a palavra coração tanto pode referir-se ao coração de Deus como ao coração do homem.

Algumas vezes refere-se ao órgão vital do ser humano, no entanto a maior parte das vezes aparece com um sentido simbólico, isto é, aquilo que há de mais íntimo.

Com este sentido simbólico refere-se ao coração de Deus e ao coração do homem.

Quando se refere a Deus é, quase sempre, para revelar o Seu amor e a Sua misericórdia para com o seu povo (Jer. 32, 40-41).

Quando se refere ao homem, é para nos dizer aquilo que há no seu íntimo, o centro unificador do seu ser, donde precedem as decisões e logo os seus actos exteriores.

 

Na Sagrada Escritura, o homem é coração.

É no coração que a Bíblia coloca a vida intelectual, a capacidade de conhecimento. O coração é assim inteligente, sábio. Reza-se com o coração (Dt. 29, 3; Is. 6,10; Mt. 13,15; Mc. 7,21).

 

Também a palavra coração na Bíblia centra em si as dimensões morais e éticas, daí que se diga nalgumas passagens que o homem tem um coração humilde, manso, puro, recto, misericordioso (Ex. 10,20; Prov. 6,14; Jer. 17, 9; Mt. 5, 8; Rom. 1, 24).

 

Na Sagrada Escritura a vida afectiva também é descrita com a palavra coração; um coração que sofre, angustia-se, alegra-se, que sente dor, etc (Gen. 6,6; Is. 7,4; Lc. 24, 32; Rom. 9,2).

 

O 1º Mandamento fala-nos que o amor bíblico é actividade do coração: “Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração”; a conversão também é actividade do coração: “Mudarei o vosso coração de pedra em coração de carne”.

 

Nos Evangelhos a palavra coração ganha um sentido mais profundo, fala-nos do seu íntimo, é o centro do seu amor.

É o próprio Senhor que nos diz. “Aprendei de Mim que sou manso e humilde de coração”.

 

Ao longo de diversas passagens percebemos a Sua intimidade, a Sua piedade, a Sua compaixão; vemos como se alegra, se admira, se aflige.

Acima de tudo descobrimos que o Seu coração ama apaixonadamente: “Tendo amado os seus, amou-os até ao fim” (Jo 13,1).

 

Em conclusão, esta devoção estará sempre presente na vida da Igreja.