O Santuário de Cristo Rei nasceu de uma promessa, e renasce do cumprimento da mesma. Se a imagem monumental de braços abertos é o sinal visível que domina o horizonte sobre o Tejo, a Adoração Eucarística Perpétua tornou-se, nos últimos dois anos, a vida interior e silenciosa deste lugar. É a vida plena do coração palpitante e amoroso de Jesus.
Desde Fevereiro de 2023 que o Santíssimo Sacramento está exposto ininterruptamente. Foi o cumprimento de um anseio antigo: fazer deste espaço mais que um miradouro: um lugar de encontro, onde o peregrino se detém diante d’Aquele que é a fonte da Paz.
Nestes 730 dias, dia e noite, a oração nunca cessou. Como nos recordava o Papa São João Paulo II, «Jesus espera-nos neste sacramento do amor». É a este convite que centenas de adoradores têm respondido, encontrando na Capela o silêncio necessário para escutar a Deus no meio do ruído do mundo.
A verdadeira dimensão destes dois anos revela-se nas histórias concretas de quem por lá passa. Damos voz a três adoradores que, na fidelidade da sua Hora Santa, se deixaram tranfigurar por Ele.
Alberto de Jesus
(adorador diurno)
1. O que mudou no seu interior nestes 2 anos de Adoração?
Nestes 2 anos de Adoração aprendi a Amar verdadeiramente, da forma que redime, salva e não perde a esperança. Tenho uma paz interior que me mantém vigilante e que me permite superar o sofrimento e a grande inconstância da minha vida.
2. Qual foi a maior graça que recebeu nesta Capela?
A maior graça que recebi nesta capela é o aumento da minha cumplicidade com Jesus, percebendo que o Santíssimo Sacramento é incansável em aceitar a Nossa Vida de Pecados, Fraquezas, Vitórias, Alegrias e de Amor.
3. Porque é que mantém a fidelidade à sua Hora Santa?
Mantenho a Fidelidade porque percebi que não conseguiria viver sem este momento de Adoração, que unida à missa diária, se tornou a Bússola que norteia a minha vida, e o alimento para perseverar na Obediência.
“A semente no deserto”
(adorador nocturno)
1. O que mudou no seu interior nestes 2 anos de Adoração?
A Adoração, juntamente com a Comunhão, Rosário, Evangelho diários, vão provocando mudanças silenciosas e imperceptíveis no dia-a-dia. Quando se olha para trás, vê-se algum caminho já trilhado, mas quando se olha para a frente, vêem-se as montanhas escarpadas que ainda falta ultrapassar. É essa Paz Interior que recebo na Adoração ao Santíssimo Sacramento que me dá força para continuar a avançar.
2. Qual foi a maior graça que recebeu nesta Capela?
A maior Graça recebida este ano foi ver a minha filha mais nova despertar para a Fé como uma pequena semente a germinar graciosamente no meio do deserto (família desmembrada e afastada da fé). A todos peço orações para que Deus continue a derramar Graças.
3. Porque é que mantém a fidelidade à sua Hora Santa?
A Hora Santa faz parte do caminho que pretendo fazer até Cristo, rumo à Santidade, para que um dia, com a Graça de Deus, também possa dizer, como São Paulo: «…já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim!»
“Tudo estava preparado”
(profissional da saúde)
1. O que mudou no seu interior nestes 2 anos de Adoração?
A minha experiência na Adoração Perpétua no Santuário de Cristo Rei é relativamente recente. Sempre que me é possível venho à missa ao Santuário e, naquele dia, fui convidada a fazer a leitura. Entreguei-me a Jesus e, no final da missa, fui convidada a ser adoradora. O meu “sim” foi tão espontâneo e imediato, sem pensar como conseguiria, pois vivo longe e sou enfermeira, com turnos no hospital; e utilizo os transportes públicos. Face à limitação, só me era possível aceitar um horário na madrugada e, sem saber como gerir a situação, de imediato foi-me apresentada a solução: um quartinho onde posso pernoitar, a única cama disponível na noite de 3.ª para 4.ª feira, o dia mais propício tendo em conta os meus horários de trabalho. Foi a resposta que Jesus me deu quando me entreguei ao fazer-Lhe a Leitura: Tudo estava preparado e facilitado.
2. Qual foi a maior graça que recebeu nesta Capela?
A maior Graça que recebi até ao momento foi a possibilidade que Jesus me deu de me criar as condições para O adorar e participar neste seu Propósito de Adoração Perpétua. (Já tinha experimentado a Adoração Perpétua numa Capela em Lisboa, mas foi impossível continuar; não consegui conciliar os horários da madrugada pois não tinha onde pernoitar e descansar um pouco).
3. Porque é que mantém a fidelidade à sua Hora Santa?
O sentimento de O servir está cada vez mais forte. Vou estando nos horários da madrugada, mais necessários, pois nasci para Adorá-Lo, Reparar e Interceder.
Um convite para si
Jesus continua aqui. O mesmo Jesus que chamou os apóstolos, chama por si hoje, nesta colina de Almada. Ele espera a sua visita, não porque precise da nossa adoração, mas porque sabe que nós precisamos do Seu amor e da Sua paz.
Junte-se a nós nesta cadeia de oração.
Para se inscrever ou obter mais informações:
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