Receitas de Santidade em Família: Ingredientes Intemporais para um Lar Cheio de Deus

Santidade em Família

Receitas de Santidade em Família: Ingredientes Intemporais para um Lar Cheio de Deus

“Com a ajuda de Deus, fazei do Evangelho a regra fundamental da vossa família, e da vossa família uma página do Evangelho escrita para o nosso tempo!” (São João Paulo II).

Assim como dito por tantos santos de todos os tempos, pelo Papa São João Paulo II, e reforçado pelos papas Bento XVI e Francisco, a família é uma “Igreja Doméstica” e a “célula fundamental da sociedade”. Se a família vai bem, tudo vai bem.

De forma especial, o mês de Julho celebra três santas famílias que testemunharam, no quotidiano da vida, a possibilidade da vivência do amor, da santidade e da resignação à vontade de Deus. São elas: A bem-aventurada família Ulma, que foi martirizada na Polónia, celebrada no dia 7; os já conhecidos São Luís e Santa Zélia Martin, pais de Santa Teresinha do Menino Jesus, celebrados no dia 12; e São Joaquim e Santa Ana, pais da Santíssima Virgem Maria, celebrados no dia 26. Além deles, podemos fazer memória do casal São Basílio e Santa Emília, pais de Santa Macrina, São Basílio Magno, São Gregório de Nissa e São Pedro de Sebaste.

Santidade no quotidiano

Ao olharmos para a vida destes santos casais e suas famílias, compreendemos a forma como, no quotidiano, foram vivendo santamente: no amor a Deus, no cuidado mútuo, na entrega sincera, na fidelidade, na vivência da fé de forma genuína.

Como, então, eles nos ensinam a nutrir essa santidade também nas nossas casas? 

1 – O amor entre os pais lembra aos filhos do amor de Deus

São Luís Martin, certa vez, antes de se casar com Santa Zélia, escreveu: “Em breve teremos a felicidade íntima da família, e é esta beleza que nos traz para mais perto dele (de Deus)”.

Uma família que se ama dificilmente se esquecerá d’Aquele que é o mais perfeito amor. Os pais que se amam verdadeiramente comunicam aos filhos que existe um amor que vai além do sentimento e que é eterno: o de Deus!

Tantas vezes os jovens se perdem à procura de amor justamente por não terem tido em casa exemplo e amor. É importante pois, que o amor entre os pais contagie todo o ambiente, permeando as atitudes, as conversas, as escolhas…Tudo!

2 – Confiar em Deus e na sua Divina Providência

Como podemos esquecer-nos do santo casal que o próprio Deus escolheu para ser a família do Seu Filho aqui na Terra? A Santíssima Virgem Maria e São José formam com Jesus a Sagrada Família e ensinam-nos que a fé move montanhas e transforma qualquer realidade.

Com Maria aprendemos a dizer sempre sim à vontade de Deus. A sua confiança no Senhor surpreende-nos. Uma jovem menina dizendo fiat à vontade de Deus mesmo sem entender… E a mesma coisa aprendemos com o castíssimo São José, que mesmo tendo muitos planos para a vida com a sua noiva, soube ouvir e obedecer ao querer de Deus, recebendo Jesus como seu filho e Maria como sua esposa.

Isso também aconteceu, por exemplo, com São Joaquim e Santa Ana que, na velhice, geraram Maria, fruto da promessa de Deus. Eles confiaram que Deus não os desampararia!

3 – Acolher e amar sem distinção

O próprio Jesus ensinou o novo mandamento: “amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (cf. Jo 13,34). Desta forma, a família que quer ser santa precisa de viver dessa maneira. E como é que Jesus nos amou? Até à morte e morte de cruz.

Certamente nem sempre será necessário chegarmos ao extremo, mas a bem-aventurada família Ulma foi. Como bons cristãos, acolheram alguns judeus que fugiam do massacre nazi e, descobertos, foram martirizados. Józef e Wiktoria Ulm, assim como os e seus sete filhos, morreram ao viverem um catolicismo autêntico que dá a vida, que vai à cruz, que não poupa esforços.

Efectivamente, não foi a morte que os santificou, como um “passe mágico”. Quem os conhecia sabia que eram bons cristãos e honestos cidadãos, sempre disponíveis ao amor e ao cuidado fraterno. A morte foi apenas resultado de uma escolha pautada pelo Evangelho de Nosso Senhor.

Oração pelas famílias

Rezemos, queridas famílias, para que também as nossas famílias vivam santamente, conforme o querer de Deus e os ensinamentos da Igreja de Cristo. Oremos juntos esta prece escrita pelo Papa Francisco:

Jesus, Maria e José,
em Vós contemplamos
o esplendor do verdadeiro amor,
confiantes, a Vós nos consagramos.
Sagrada Família de Nazaré,
tornai também as nossas famílias
lugares de comunhão e cenáculos de oração,
autênticas escolas do Evangelho
e pequenas igrejas domésticas.
Sagrada Família de Nazaré,
que nunca mais haja nas famílias
episódios de violência, de fechamento e divisão;
e quem tiver sido ferido ou escandalizado
seja rapidamente consolado e curado.
Sagrada Família de Nazaré,
fazei que todos nos tornemos conscientes
do carácter sagrado e inviolável da família,
da sua beleza no projecto de Deus.
Jesus, Maria e José,
ouvi-nos e acolhei a nossa súplica.
Ámen.

(Papa Francisco, Amoris Laetitia, 325)

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