O que é adoração?

O que é adoração?

O que é adoração?

Que belo é este caminho que estamos a percorrer para nos tornarmos adoradores em espírito e em verdade, como aqueles que o Pai procura, não é verdade?

No nosso percurso, já compreendemos quem é o adorador e que a adoração é testemunhar o Céu na Terra. Agora, queremos focar-nos na adoração em si: no que consiste, o que a Igreja e os santos dizem a este respeito.

O que é a adoração?

Afinal, o que é adoração? O Catecismo da Igreja Católica ajuda-nos a perceber:

“A adoração é a primeira atitude do Homem que se reconhece criatura diante do seu Criador. Exalta a grandeza do Senhor que nos criou e a omnipotência do Salvador que nos liberta do mal. É a prostração do espírito perante o ‘Rei da glória’ e o silêncio respeitoso face ao Deus ‘sempre maior’. A adoração do Deus três vezes santo e soberanamente amável enche-nos de humildade e dá segurança às nossas súplicas” (CIC 2628).

Este parágrafo conduz-nos, então, à compreensão do acto de adorar a Deus. Não se trata apenas de cantar, rezar ou repetir orações, mas, de forma especial, de reconhecer a Sua grandeza, realeza e glória. É a criatura que se coloca diante do Criador para O adorar livremente, prostrando, muito mais do que os joelhos, o coração e a alma.

O que a Igreja ensina?

Ainda no Catecismo, a Igreja ensina-nos que a adoração é quase como um exorcismo, que nos liberta de nós mesmos e das amarras que Satanás e o pecado podem impor sobre nós.

“Adorar a Deus é reconhecer, com respeito e submissão absoluta, o ‘nada da criatura’, que só por Deus existe. Adorar a Deus é, como Maria no Magnificat, louvá-Lo, exaltá-Lo e humilhar-se, confessando com gratidão que Ele fez grandes coisas e que o seu Nome é santo. A adoração do Deus único liberta o homem de se fechar sobre si próprio, da escravidão do pecado e da idolatria do mundo” (CIC 2097).

A adoração exige, então, de nós uma postura de humildade e simplicidade. É uma verdadeira experiência de “Kenosis”, ou seja, de esvaziamento de si mesmo e do mundo para nos deixarmos preencher totalmente por Aquele que nos criou, salvou e enviou em missão.

Nesse sentido, um outro ensinamento, ainda bíblico e de catequese inicial, deve estar sempre diante dos nossos olhos: a adoração é dada somente a Deus. “Ao Senhor teu Deus adorarás, só a Ele prestarás culto” (Dt 6, 13).

“Latria” ou “Adoração” é uma atitude que devemos ter apenas diante de Deus. Se a realizamos ou direccionamos a outros, tornamo-nos idólatras e traímos o Senhor, dividindo o nosso coração, os nossos desejos. “O mandamento de adorar o único Senhor simplifica o homem e salva-o duma dispersão ilimitada. A idolatria é uma perversão do sentido religioso inato no Homem. Idólatra é aquele que refere a sua indestrutível noção de Deus seja ao que for, que não a Deus” (CIC 2114).

Adoração Eucarística

Para nós, a Adoração torna-se ainda mais tangível quando nos referimos à Adoração ao Santíssimo Sacramento do Altar. O Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo, exposto no ostensório ou escondido nos sacrários de todas as igrejas católicas do mundo, merece toda a nossa adoração, reverência e prostração.

Ao colocarmo-nos diante das hóstias consagradas, adoramos o Cordeiro Imolado que, ressuscitado, venceu a morte e nos dá vida pela Sua vida. De forma visível, Deus coloca-se à nossa frente e faz-nos experimentar, naqueles momentos, as graças do Céu.

“A Igreja e o mundo têm grande necessidade do culto eucarístico. Jesus espera-nos neste sacramento do amor. Não regateemos o tempo para estar com Ele na adoração, na contemplação cheia de fé e disposta a reparar as faltas graves e os pecados do mundo. Que a nossa adoração não cesse jamais”, relembra-nos o parágrafo 1380 do Catecismo.

Queridos irmãos, também nós somos convidados a adorar o Senhor Sacramentado presente nas nossas igrejas. Coloquemo-nos diante da Sua grandeza como quem recebe o maior presente da sua vida. Na Eucaristia está diante de nós o próprio Cristo, filho de Maria, que por amor, morreu e ressuscitou para nos salvar. Não é apenas pão, é o corpo do Senhor!

“Na Eucaristia, Jesus está verdadeiramente presente, e Ele espera por mim. Ele espera por mim para que eu venha buscá-Lo, adorá-Lo e amá-Lo” (São João Paulo II).

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